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SETOR EXTERNO

» Balança Comercial

O saldo da balança comercial do Brasil atingiu um saldo negativo em US$ 3,93 bilhões em  2014, registrando o primeiro saldo negativo da balança nos últimos 14 anos, motivado por uma queda brusca nas exportações. As importações também caíram, fazendo com que o impacto das quedas de exportações não fosse ainda pior sobre a balança comercial.

Em 2014, o comércio exterior brasileiro registrou corrente de comércio de US$ 454,2 bilhões, com queda de 5,7% em relação a 2013, quando atingiu US$ 481,8 bilhões.

As exportações encerraram o período com valor de US$ 225,1 bilhões e as importações de US$ 229,0 bilhões. Em relação a 2013, as exportações apresentaram queda de 7,05% e as importações de 4,40%. A queda das importações foi reflexo da desaceleração da economia brasileira e do aumento do dólar no segundo semestre de 2014, enquanto as queda das exportações foi impactada pelo decréscimo do comércio mundial, dado o crescimento abaixo das expectativas de alguns dos nossos principais países exportadores, como China e Argentina.

» Balanço de Pagamentos

Em 2014, o país registrou um superávit de US$ 10,88 bilhões no balanço de pagamentos, enquanto no ano anterior havia fechado com déficit de US$ 5,93 bilhões.

Tivemos saldo negativo de US$ 3,93 na balança comercial, resultado, como já vimos, de queda na demanda externa e redução das receitas de exportação. O resultado negativo foi visto também na conta corrente, com déficit de US$ 90,9 bilhões, que equivalem a 4,17% do PIB enquanto no ano de 2013 representavam apenas 3,62%.

O resultado que cobriu os déficits das contas anteriores foi visto na conta capital e financeira, que acumulou saldo positivo de US$ 99,57 bilhões. O destaque foram os ingressos líquidos de investimento estrangeiro direto que atingiram US$ 62,5 bilhões.

» Investimento Estrangeiro Direto

Os investimentos estrangeiros diretos no país totalizaram ingressos líquidos em 2014 no valor de US$ 62,49 bi, ou seja, aproximadamente 2,4% abaixo do total investido em relação ao ano anterior. Com relação às entradas de investimento estrangeiro direto, o Brasil contou com US$ 93,6 bi em 2014, um aumento de 7,7% em relação ao período de 2013. Já as saídas de investimentos de estrangeiros do país o total foi de US$ 31,1 bilhões em 2014, uma queda de aproximadamente 28% em relação ao ano passado, resultado que influenciou a queda do saldo.

Essa queda nos investimentos estrangeiros diretos está relacionada com o momento de instabilidade da economia brasileira, que eleva o risco do país, causando evasão de fronteiras. Mesmo o aumento dos juros, que atraiu capital para investimentos financeiros, não foi capaz de assegurar a moeda estrangeira que já estava no país, o que fica evidente quando se observa o aumento das saídas de capitais.

» Reservas Internacionais

As reservas internacionais atingiram em dezembro de 2014 o total de US$ 374,0 bi. Esse valor é US$ 1,8 bi menor do que o saldo em dezembro de 2013, que foi de US$ 375,8.

De acordo com a série histórica do Banco Central, foi o segundo ano consecutivo de queda das reservas internacionais depois de mais de uma década de crescimento do acumulo de moeda estrangeira e títulos públicos de outros países. Nesses dois anos de queda, perdemos cerca de US$ 4,6 bilhões em reservas internacionais, em porcentagem e pelo conceito de liquidez internacional 1,22%, um valor pequeno perto do acumulado, mas que preocupada dado ao perigo de um ciclo de perdas para os próximos anos.

» Taxa de Câmbio

O setor externo da economia brasileira passou por transformações radicais com o início do ciclo de crescimento dos preços das commodities, iniciado em janeiro de 2002. Daquele período em diante, o preço (em US$) dos produtos exportados aumentou 250%, mudando a composição das exportações brasileiras, e afetando, também, a trajetória da taxa de câmbio, por isso vimos uma apreciação da taxa. Além disso, a política fiscal expansionista, que obriga a política monetária a controlar a inflação através dos juros altos, também foi um fator determinante para a apreciação Em relação aos fatores externos, o afrouxamento quantitativo do Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) e o regime de câmbio fixo na China foram fatores importantes no fortalecimento do real, assim como a queda do risco Brasil.

O cenário começou a se alterar em 2007 com o início da crise financeira, que somado com o aumento da taxa de juros do Federal Reserve no ano anterior devido à inflação nos Estados unidos, depreciou fortemente o real. Em 2008, quando a crise de fato estourou com a quebra do Lehman Brothers, os Estados Unidos viu a necessidade de injetar grande quantidade de moeda na economia para uma recuperação mais rápida, reduzindo novamente a taxa de juros da sua economia, assim ficou mais vantajoso investir no Brasil, aumento a entrada de capitais no Brasil, apreciando novamente a taxa de câmbio.

Porém, quando os Estados Unidos perceberam uma sinalização de melhora da economia, as políticas monetárias foram modificadas diminuindo a circulação de moeda da economia e aumentando os juros do país. A partir de então a taxa de câmbio brasileira vem em uma constante depreciação, graças à saída de dólares do país.

Outro golpe para a taxa foi a forte valorização do dólar no segundo semestre de 2014. O real desvalorizou-se 13% frente à moeda americana nesse ano, apreciando o câmbio brasileiro. 
 


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